Vídeo retirado do youtube
Ontem ganhei um belo presente de aniversário! A PMERJ resolveu um caso com reféns da forma que deve. Com um tiro certeiro.
O vídeo acima mostra o momento em que o criminoso é atingido pelo tiro preciso do atirador (sniper para os que preferem a expressão inglesa).
Vejam que, apesar de ser advogado e ser contra a pena de morte, aceito o tiro de precisão como forma de resolução de situações com refém.
É que são coisas bem diferentes. A pena de morte impossibilita a retratação do Estado em casos de erro judiciário, permite silenciar opositores do governo, não pune adequadamente, filosoficamente falando, o criminoso, não atemoriza, como deve a pena atemorizar, a sociedade etc., enquanto que o tiro de precisão é flagrante exercício de legitima defesa de terceiros, excludente de antijuridicidade.
Observem que não é um salvo conduto para a polícia ir atirando na cara de qualquer um, mas uma forma técnica, violenta é verdade, de pôr fim a um mal maior.
Lembremo-nos do caso do ônibus 174, onde o tal do Sandro manteve alguns passageiros como reféns e, apesar de dar a cara a tiro pelo menos duas vezes, a solução do “um tiro, uma morte” não foi utilizada.
Naquela oportunidade, quem pagou o pato foi a pobre da Geisa pois, quando tudo caminhava para uma solução pacífica, um jegue do BOPE resolveu atirar a queima roupas e acabou matando a refém.
Pior, o criminoso, que nada sofreu durante o tiroteio, foi morto depois, asfixiado, dentro de uma viatura policial.
Se o tiro de precisão tivesse sido uma opção, dizem que não foi por culpa do governador (mas quem pode exigir uma atitude adulta de um “Garotinho” não é mesmo?), Geisa ainda estaria trabalhando, estudando e ajudando a família e a sociedade.
Outra situação esdrúxula foi o caso da menina Eloá, em São Paulo, que inclusive comentamos, onde a polícia teve tudo para pôr fim ao sequestro, também por um punhado de vezes, e não optou pelo atirador.
O Lindemberg, ex-namorado de Eloá e seu algoz, poderia ter sido abatido facilmente quando colocou a carranca na janela, o que teria evitado a morte da menina.
Não se trata, como pode parecer, de uma vida valer mais que outra, mas de se proteger uma vida inocente tirando outra, cujo vivente é uma ameaça iminente.
É claro que também não dá para a polícia ir estourando os miolos de todo e qualquer indivíduo que faça reféns, pois em vários casos a intenção do seqüestrador não é ferir a vítima, mas evitar a truculência estatal.
A tônica deve ser sempre a negociação, para que todas as vidas envolvidas sejam preservadas, até porque criminoso deve pagar sua pena, que no Brasil é de reclusão para estes casos.
Aqui não seguimos, e torço para jamais sigamos, o que ficou conhecido como “Doutrina
Bush”, espécie de pensamento nazista fundado no “Direito Penal do Inimigo”, em que se considera o carneirinho quase como um ariano e os demais como sendo a escória, daí porque não é admissível a aplicação da segregação definitiva do “inimigo”, salvo em determinados casos, como os em que se age em legítima defesa.
A conduta da PMERJ neste dia 25 de setembro, foi adequada não apenas porque havia vidas em risco, mas porque houve, por parte do seqüestrador, indicações claras de sua disposição de detonar a granada de mão que possuía.
Ele, seqüestrador, já estava ferido, perdendo sangue, se vendo acuado, sem saída, com uma granada de fragmentação nas mãos ou seja, tinha tudo pra dar m$%rda, motivo pelo qual o tiro era uma opção tão viável que acabou sendo utilizado.
De outro lado, acredito que o atirador não teve grandes dificuldades em efetuar o disparo, e aqui não estou diminuindo sua competência, pois certamente eu não faria aquele tiro e somente os que treinam exaustivamente o fariam com tanta precisão. Digo que para ele, atirador, foi fácil, exatamente porque acredito que seja alguém tão treinado, tão empenhado naquele mister, que um alvo como o de ontem chega a ser brincadeira.
Tenho amigos na PMERJ e nem por isso deixo de meter o malho quando a instituição, por intermédio de seus agentes, falha.
Mas não é porque tenho amigos na PMERJ, que hoje a elogio. Hoje elogio esta instituição e, especialmente, aqueles bravos militares, que conduziram toda a ocorrência como nós cidadãos esperamos, porque a conduta foi tão perfeita, que me orgulho de nossa polícia.
Parabéns aos Bravos Militares do 6º BPMERJ e sobretudo, parabéns ao Major Busnello, que sua conduta seja exemplo para seus pares e um alerta para os criminosos: AÊ RAPAZIADA DA VIDA TORTA, NÃO METE A CARA COM LANCE DE SEQÜESTRO NÃO, QUE O BUSNELLO PODE ESTAR DO OUTRO LADO DA RUA.
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