segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

NEGÓCIO DO CAPETA !

Que ser banqueiro é um "negocião" ninguém duvida, primeiro porque "O Cara" tem que ter muito dinheiro e segundo porque bancos são males necessários às sociedades capitalistas.
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O negócio de ter bancos vai bem em qualquer economia ocidental, mas em nenhum lugar como no Brasil.
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Qualquer brasileiro com mais de 35 anos de idade (meu caso) pode atestar que banco é o único empreendimento mercantil que, desde o tempo em que não se podia votar para presidente da república, tem lucros recordes ano após ano.
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Nunca houve crise econômica no Brasil, e olha que isso era algo que ocorria cerca de três vezes por semana, em que tais instituições passassem aperto!
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Vejamos: em governo de Sarney, época em que o país teve três moedas, tinha cruzeiro, mudou para cruzado, depois para cruzado novo (se o "Homem" ficasse mais uns dois anos teríamos o crucificado e o cruz-credo novo), a inflação era a maior do mundo, época do "over night", em que o dinheiro recebia 10% de juros para cada dia aplicado, e ainda assim os banqueiros tinham lucros recordes!
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Depois veio o Collor de M..., que trouxe de volta o cruzeiro, saqueou as contas de todo o mundo, ninguém mais tinha dinheiro, e os bancos: Lucros Recordes!
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O Collor se Melou e assumiu o vice, o Exmº. Sr. Itamar, o do penacho, que gostava de sair em fotos com damas sem as vestes de baixo, que em cumplicidade com outro ilustre futuro presidente, FHC, fez com que o cruzeiro virasse URV e depois Real. E com tudo isso, os bancos nunca haviam ganho tanto dinheiro!
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Daí em diante, a economia se estabilizou, a inflação não sobe mais (não sobe mais porque alguém tá errando na conta. Toda semana pago mais caro pelas compras no supermercado.), os juros caindo (juro que não percebo!), e os bancos, ah! os bancos, todos com lucratividade inédita!
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O troço é tão bom, que tem banqueiro internacional dizendo que no Brasil até banco roto e mal administrado é uma mina de dinheiro! (Veja a reportagem clicando aqui)
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Em uma economia de mercado cuja principal regra macroeconômica é a livre concorrência, quais forças não naturais poderiam explicar o sucesso inabalável das instituições financeiras? Por quê elas saem incólumes de toda e qualquer crise? Como conseguem estar imunes, enquanto todos os outros seguimentos da economia, vez por outra, cambaleiam diante dos distúrbios econômicos?
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O que espanta não é o fato de os bancos lucrarem tanto porque cobram taxas de juros extorsivas, ou porque praticam agiotagem (anatocismo), ou mesmo porque parte dos lucros seja oriunda de indenizações tímidas a que são condenados em ações civis, mas ao fato de ser uma atividade lícita!
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Verdade! A atividade bancária, sobretudo a existente no Brasil, pode até não ser moral, mas é legal, o que não se pode dizer de outras atividades também muito desenvolvidas por aqui, como o tráfico de entorpecentes, o tráfico de armas e o jogo do bicho, cujos donos são, coincidentemente, chamados de "BANQUEIROS".
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Agora você já deve estar pensando que eu tenho algum problema com os bancos, mas a atividade deles é tão vexaminosa que eles mesmos tem vergonha, pois tem instituição que não se faz de rogada em anunciar: "NEM PARECE BANCO!".
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Não, eu não tenho problemas com os bancos, quem os tem é o Brasil e seu povo! Enquanto tais instituições continuarem a praticar condutas que lesam o patrimônio dos clientes, tornando-os escravos do serviço que ofertam, oferecendo empréstimo de valores flagrantemente superiores às forças do consumidor, extorquindo seu salário, bancos estarão além do tolerável, não serão males necessário, mas apenas males. Enquanto forem assim, seus lucros, sempre recordes, continuarão a despertar a desconfiança de que tal sucesso não deva ser atribuído à proteção divina, mas àquela, de outro tipo. $

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